Crescimento da produção de leite no Brasil perde força no 2º semestre

Facebook
Twitter
LinkedIn
Print
Email
WhatsApp

FICHA DE CONSUMO DE SUPLEMENTO MINERAL GRÁTIS

Preços pagos ao produtor vêm recuando, informa relatório do Rabobank

A produção de leite no Brasil segue em expansão em 2025, embora com sinais de desaceleração após um forte avanço no segundo trimestre do ano. Segundo relatório do Rabobank, assinado pelos analistas Andrés Padilla e Andy Duff, a oferta de leite cresceu 6,8% no primeiro semestre, com destaque para o segundo trimestre, que registrou o maior ritmo de crescimento em mais de uma década, com alta anualizada de 9,3%.

O aumento foi favorecido por condições climáticas positivas e margens de lucro mais elevadas para os produtores, resultado da queda nos custos com insumos como farelo de soja e milho. No entanto, o banco projeta uma moderação no ritmo de crescimento no segundo semestre, com uma taxa anualizada de 6,2%, influenciada por uma base de comparação elevada no mesmo período de 2024.

Já os preços do leite pago ao produtor vêm recuando. De acordo com dados do Cepea, o valor médio em julho foi de R$ 2,65 por litro, contra R$ 2,82 de abril, já ajustados pela inflação. A redução está ligada ao aumento da oferta, especialmente nos principais estados produtores. Apesar disso, a demanda acima do esperado tem contribuído para manter os preços relativamente sustentados.

A previsão do Rabobank para o crescimento da produção de leite em 2025 foi revisada para 6,5%.

O setor de lácteos apresenta perspectivas positivas para o segundo semestre, segundo o relatório, com empresas projetando vendas estáveis ou moderadamente maiores. A expectativa de uma demanda mais firme pode ajudar a limitar quedas adicionais nos preços do leite, especialmente no final do terceiro trimestre e início do quarto, período em que a produção sazonalmente mais alta costuma pressionar o mercado.

Entre os pontos de atenção para o setor, o relatório destaca a redução de 6% nos volumes de importação e exportação de lácteos entre janeiro e julho, em comparação com o mesmo período de 2024. Além disso, a presença de condições leves de La Niña pode resultar em temperaturas ligeiramente mais baixas e aumento da pluviosidade nas regiões Sudeste e Centro-Oeste nos próximos meses.

Fonte: Globo Rural

Facebook
Twitter
LinkedIn
Print
Email
WhatsApp

Autor

Artigos Relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *